Fevereiro Laranja: conscientização sobre a leucemia
O Fevereiro Laranja é a campanha de conscientização sobre a leucemia, o câncer que afeta as células do sangue produzidas na medula óssea. A mensagem é dupla: reconhecer cedo os sinais que merecem avaliação médica e ampliar o cadastro de doadores de medula no REDOME, o registro nacional de voluntários.
O que é a leucemia
A medula óssea é o tecido que fica dentro dos ossos e funciona como fábrica do sangue: é ali que nascem os glóbulos brancos, que defendem o organismo, os glóbulos vermelhos, que transportam oxigênio, e as plaquetas, responsáveis pela coagulação. Na leucemia, essa fábrica passa a produzir células doentes, que se multiplicam e ocupam o espaço das saudáveis. O resultado aparece no corpo inteiro, porque falta ao mesmo tempo defesa, oxigenação e capacidade de estancar sangramentos.
Existem vários tipos de leucemia, agrupados por velocidade de evolução — aguda ou crônica — e pela linhagem de célula afetada. Cada tipo tem tratamento próprio, e o diagnóstico depende de exames de sangue e da avaliação da medula. O INCA, ligado ao Ministério da Saúde, é a referência pública brasileira sobre câncer.
Sinais de alerta que merecem avaliação
Nenhum dos sinais abaixo significa, sozinho, que a pessoa tem leucemia — todos aparecem em situações bem mais comuns. A campanha pede o contrário do pânico: que sintomas persistentes sejam levados a um médico, que pedirá os exames adequados.
- Cansaço persistente, sem esforço que o explique.
- Palidez na pele e nas mucosas.
- Manchas roxas sem pancada, sangramento de gengiva ou nariz fora do comum.
- Febre e infecções de repetição.
- Gânglios (ínguas) aumentados no pescoço, nas axilas ou nas virilhas.
- Dor nos ossos, perda de peso e suor noturno.
A recomendação vale para adultos e crianças: procure um serviço de saúde e conte quando os sintomas começaram e com que frequência voltam.
Como funciona o transplante de medula óssea
Em parte dos casos, o tratamento passa pelo transplante de medula óssea: substituir a medula doente por células saudáveis capazes de repovoar a fábrica de sangue. As células podem vir do próprio paciente ou de um doador compatível — e, aí, a busca começa dentro da família, entre irmãos, antes de ir para os registros de voluntários como o REDOME.
Compatibilidade não é tipo sanguíneo: ela é definida por características genéticas do sistema HLA, e a chance de duas pessoas sem parentesco combinarem é baixa. Por isso o tamanho do cadastro importa tanto.
A doação acontece de duas formas, definidas pela equipe médica: pela coleta das células no sangue, com medicação prévia que aumenta a circulação delas, ou pela punção do osso da bacia, sob anestesia. Nos dois casos a medula do doador se recompõe naturalmente em poucas semanas, e nada disso envolve a medula espinhal — confusão frequente que afasta candidatos sem motivo.
Como se cadastrar como doador no REDOME
| Etapa | O que acontece |
|---|---|
| 1. Procure um hemocentro | O cadastro é presencial, em hemocentros e postos credenciados. Leve documento oficial com foto. |
| 2. Preencha o formulário | Dados pessoais, contato e um questionário de saúde. |
| 3. Dê uma amostra de sangue | Uma pequena quantidade é coletada para a tipagem HLA, que identifica seu perfil genético. |
| 4. Aguarde e mantenha o contato atualizado | Seus dados entram no REDOME. Se surgir um paciente compatível, você é chamado — o que pode levar anos ou nunca acontecer. |
Os requisitos gerais envolvem faixa etária e boas condições de saúde: pelas regras em vigor, o cadastro é aberto a pessoas de 18 a 35 anos, que permanecem no registro até os 60, desde que não tenham doenças infecciosas ou condições que impeçam a doação. Como as normas mudam, confirme no hemocentro antes de ir. Manter telefone e endereço atualizados é parte da doação: doador que não é localizado é doador perdido.
Doar sangue faz parte da campanha
Quem passa por tratamento de leucemia precisa de transfusões com frequência, o que liga a doação de sangue ao mês tanto quanto o cadastro de medula. As exigências gerais são estar bem de saúde, pesar acima de 50 quilos, levar documento oficial com foto e respeitar a faixa etária definida pelo Ministério da Saúde — menores de 18 anos precisam de autorização. Intervalo entre doações e restrições temporárias são conferidos na triagem.
No mesmo mês corre o Fevereiro Roxo, e o calendário de saúde inclui o Dia Mundial do Câncer, em 4 de fevereiro. Veja as datas comemorativas de fevereiro, o calendário do mês e a lista de dias de fevereiro.
Perguntas frequentes
O que é o Fevereiro Laranja?
É a campanha de conscientização sobre a leucemia, o câncer que atinge as células do sangue produzidas na medula óssea. A campanha divulga os sinais que merecem avaliação médica e incentiva o cadastro de doadores de medula no REDOME.
Como faço para me cadastrar como doador de medula óssea?
O cadastro é presencial, em um hemocentro ou posto de coleta credenciado. Você leva documento oficial com foto, preenche um formulário com dados pessoais e de saúde e dá uma amostra de sangue para a tipagem HLA. Os dados entram no REDOME e você é chamado se aparecer um paciente compatível.
Doar medula óssea dói ou é perigoso?
A doação é feita pela coleta das células no sangue ou por punção do osso da bacia sob anestesia, conforme a indicação médica, e não tem relação com a medula espinhal. A medula do doador se recompõe naturalmente em poucas semanas.